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Semana da Saúde Bucal



A cárie acontece quando há um desequilíbrio no meio bucal que favorece a desmineralização do esmalte dentário.


Quando restos alimentares são mantidos na boca, o pH salivar fica ácido, o que favorece o acúmulo de streptococcus mutans (um dos principais micro-organismos que geram cárie). Esse germe produz ainda mais ácido que, com o tempo, pode resultar na perda da superfície dentária e na formação da cavidade.


O principal sintoma da cárie é a dor de dente, mas em alguns casos pode ainda existir:

· Dor que piora ao comer ou beber algo doce, frio ou quente;

· Presença de furinhos em um ou mais dentes;

· Manchas marrom ou brancas na superfície do dente;

· Sensibilidade ao tocar num dente;

· Gengiva inchada e dolorida.


Na fase inicial, muitas vezes a cárie não apresenta qualquer sintoma e, por isso, quando surgem os primeiros sintomas é muito importante ir imediatamente no dentista para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado, evitando complicações como uma infecção mais grave ou a perda de um dente.


A melhor estratégia para evitar a cárie é escovar os dentes, pelo menos, 2 vezes por dia para eliminar os restos de comida dos dentes e evitar a formação de placa bacteriana. Tomar um golinho de água depois de comer também é uma boa estratégia, especialmente quando não se pode escovar os dentes.


No entanto, outros cuidados importantes incluem:

· Diminuir o consumo de açúcar e de alimentos que grudam nos dentes;

· Preferir um creme dental com flúor sempre que escovar os dentes;

· Comer uma maça depois da refeição para limpar os dentes;

· Comer uma fatia de queijo amarelo, como o cheddar por exemplo, para normalizar o pH da boca, protegendo os dentes das bácterias que causam cáries;

· Ter sempre um chiclete sem açúcar por perto porque a mastigação estimula a salivação e esta protege os dentes porque não permite que as bactérias produzam o ácido que corroem os dentes;

· Passar o fio dental e enxaguante bucal, principalmente antes de dormir, e se usar aparelho, sempre depois de comer.

Além disso, é aconselhado ir ao dentista a cada 6 meses, para fazer uma limpeza mais profunda nos dentes, removendo completamente a placa bacteriana. Em alguns casos, o dentista pode também aplicar uma fina camada de flúor nos dentes, especialmente nos das crianças para fortalecer os dentes.


A cárie é um processo. Nas suas fases iniciais, ela pode ser interrompida. Inclusive pode ser revertida. Flúor e outros métodos preventivos ajudam um dente em fase inicial de cárie a se recuperar sozinho (remineralizar-se).


Uma vez que a cárie piora e há cavitação no esmalte, somente o dentista pode restaurar o dente. Nesse caso, o tratamento-padrão para a cárie é restaurar o dente. Se for necessário a utilização de uma broca, o dentista vai anestesiar a área. Se demandar uso de um laser, a anestesia geralmente não será necessária. A estrutura dental afetada é removida e a cavidade é preenchida.


Muitas restaurações são feitas com resina composta. A resina composta oferece uma boa estética porque é da coloração do dente. As resinas mais recentes possuem grande durabilidade.


Se a lesão for extensa, o dente remanescente pode não estar apto a suportar tanto material restaurador para repará-lo. Nesse caso, o dentista deverá remover a estrutura afetada e cobrir o dente com um inlay, um onlay (tipos de prótese) ou uma coroa de cerâmica. Eles podem ser feitos tanto no consultório quanto em um laboratório.


Algumas vezes, as bactérias podem infetar a polpa internamente mesmo se a parte visível do dente permanecer relativamente intacta. Nesse caso específico, o dente em questão precisará de um tratamento de canal. Um dentista ou um endodontista deve remover a polpa e substituí-la por um material inerte. Na maioria dos casos, o dente vai precisar de uma coroa.

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